Toninho Moré
Radialista com passagem pela Rádio Presidente Venceslau AM, e Rádio Jovem Som FM de Presidente Venceslau. Economista formado. Publicitário, fotógrafo e editor da revista Radar publicada mensalmente em Presidente Venceslau. Jornalista provisionado. Corintiano. Casado com Isabel Christina Mozer Dantas Moré. Filhos, Gustavo Moré (Jornalista) e Laís Moré (Farmacêutica bioquímica). Irmãos: Clóvis, Ivan e Armando.
Uma resposta
Olá Toninho! Como vai, tudo bem? Caro Toninho, indo direto ao ponto: quarentena não mais tem o sentido de quarenta dias, em tempos de COVID-19.
Acabou. As cidades e seus cidadãos nem podem escolher, pois, flexibilizar é significado de morte, no período atual. Já há muitos sofrendo, todavia muitos irão sofrer ainda mais. Estamos vivendo em tempos de guerra! Não é brincadeira! ESTAMOS FALANDO SIM, EM NOVEMBRO OU DEZEMBRO, DESTE ANO, PARA AS COISAS SE ACALMAREM.
Nós temos sorte de saber o comportamento do vírus. Se nos isolarmos a doença passará, com perdas menores e o vírus se tornará brando, pois os antígenos, estarão nas pessoas em um médio tempo, da forma correta, como é com outras doenças virais, as chamadas viroses.
Mas se a ganância, ou mesmo a fome, ganharem do desejo do combate ao vírus, daí sim, muitos ficarão para contar a história dos arrependidos. Não é momento sequer para prever quando terminará a quarentena. Quem fala em dias, semanas, é por falta de conhecimento científico. Não há tempo ainda para saber a abrangência desse vírus. Nem a própria China, onde tudo, em tese se iniciou, há seis meses, está aberta totalmente, isso por serem a 2ª economia mundial. Os EUA, a 1ª economia está de joelhos, com relação a ciência, neste sentido. Quanto mais nós, aqui no Brasil.
Entendo que pessoas estão em iminência do medo da fome e da necessidade, e ainda, da volta da normalidade, mas estamos longe da “normal” normalidade.
Cabe ao Município, ao Estado, e a União, mas principalmente, aos irmão e irmãs, que tem bom espírito, socorrerem os que padecem, mas entendamos os limites. Não é hora para politicagens, pior ainda, para “faturar”. É momento de retemperar-mos. De reflexão frente aos valores que temos relacionados ao amor e as virtudes reais.
Os mercados aqui no sul, estavam com controle de ingresso de pessoas: entravam três consumidores, saiam três, e assim por diante. Não sei como está aí. O restante tudo em isolamento. Recentemente começaram a abrir aos poucos. Liberaram os salões de beleza. Depois os mercados… Agora estamos com os hospitais só recebendo poli traumatizados, infartados e vitimados de “derrame”, os AVE’s, e claro, doenças mais complexas, como as neoplásicas. O resto está para vítimas de Síndromes Respiratórias. Estamos segurando os respiradores ao máximo. A crise começou por desleixo dos governantes, ao não ouvirem as Autoridades Sanitárias!
O MOMENTO É DE NOS ABRANDARMOS ESPIRITUALMENTE. CONSUMIRMOS APENAS O QUE SUSTENTA A VIDA, E, SERENAR O ESPÍRITO. PARA O FUTURO, ESPEREMOS: VIVER COM A PLENITUDE QUE, AINDA ONTEM NÃO DÁVAMOS O DEVIDO VALOR, SÓ DAQUI ALGUM TEMPO!
O momento é de auto avaliação, no sentido mais amplo dessa expressão. Protegermos os grupos de risco é essencial.
Isolamento, menos materialismo, amor, fé e estudo. É o que temos para este momento.
Receba meus fraternos abraços, virtuais, estendidos a todos amigos de Presidente Venceslau, meu rincão querido!
(Não me cite, por gentileza. Se quiser, cite um “Médico Amigo, radicado no sul do país”. Fica meus cumprimentos desse seu amigo Kleber Augusto Gabriel, formando em Medicina da Universidade Federal da Fronteira Sul, Passo Fundo, Rio Grande do Sul, que deseja, assim que possível retornar, ao menos em visita, a terra querida).