
“Campeón!”
Foram definidos os finalistas de mais uma Copa do Mundo. E que Copa do Mundo! Talvez seja exagero de minha parte dizer que foi a maior de todos os tempos, exatamente porque não vi todos os torneios; mas, certamente, é a maior de todas as que assisti. Maior não só pela quantidade, pois foram quarenta e oito seleções participantes, mas principalmente pela qualidade técnica e competitividade.
Muitas seleções, até então consideradas inexpressivas, jogaram de igual para igual contra adversários tradicionalíssimos — um nivelamento nunca visto antes, o que prova que o futebol está cada vez mais globalizado. O primeiro escalão das seleções não está tão distante dos grupos intermediários, e não basta apenas técnica para alcançar os triunfos. É preciso superação!
Dentre os quatro semifinalistas, prevaleceu a velha dicotomia protagonista de europeus e sul-americanos, evidenciada ainda mais no duelo final, que será entre argentinos e espanhóis. Mas houve exibições dignas de seleções de outros continentes. Gostei muito dos africanos Marrocos, Egito e Cabo Verde, por exemplo.
Para o jogo final, duas seleções que falam o mesmo idioma, mas possuem estilos diferentes: a metódica, coletiva e eficiente Espanha contra a aguerrida, talentosa e “Messiânica” Argentina. As expectativas são de uma final intensa, com muita entrega e o sangue latino à flor da pele. Não sei se há um favorito, sinceramente, mas minha torcida será sempre para qualquer seleção vizinha diante de um europeu. A única certeza é de que o vencedor soltará o grito de “Campeón!”
NANDO FREITAS
Funcionário público Estadual
























