
(uol) O filho do bolsonarista George Washington de Oliveira Sousa, de 54 anos, que confessou ter montado um artefato explosivo numa área de acesso Aeroporto Internacional de Brasília, afirmou ao UOL que a família era a contra a mudança à capital federal para participar de atos antidemocráticos.
Empresário do ramo de gás no Pará, George Sousa alugou em novembro um apartamento no Sudoeste, bairro de classe média do Distrito Federal. Ele é apoiador do presidente Jair Bolsonaro e frequentou o acampamento em frente ao quartel-general do Exército.
A PC-DF (Polícia Civil do Distrito Federal) encontrou na tarde de ontem duas espingardas, um fuzil, dois revólveres, três pistolas, cinco emulsões explosivas, munições e uniformes camuflados, no imóvel alugado pelo empresário.
George Sousa será autuado por crime contra o Estado e porte e posse de arma de fogo. “Ele tinha registro de colecionador e todas as armas estão no nome dele. No entanto, não há autorização para transitar com essas armas livremente.
A situação se agrava porque ele foi do Pará para Brasília sem guia de autorização de transporte”, disse a PC-DF ao UOL. Polícia identificou outros envolvidos. Em depoimento, ele afirmou que havia planejado a ação no aeroporto a fim de chamar a atenção de outros apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) contra a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o delegado-geral da PC-DF, George Sousa usou emulsão de pedreira na tentativa de explosão. Esse tipo de produto é explosivo e usado por mineradoras em escavações.
“Vamos verificar a origem. Queremos saber se houve doação ilegal ou furto desse material, usado em pedreiras e garimpos ilegais. É de fácil de rastragem, mas a checagem pode levar algumas semanas para ser finalizada”, disse ao UOL.
13:02:31


























Uma resposta
Esse é um dos tipos que sobraram nesses acampamentos que pedem golpe militar: criminosos, fanáticos, alguns desocupados, outros alienados…não há mais justificativa plausível para continuar esses protestos antidemocráticos. Que os novos governantes e a Justiça puna todos no rigor da lei.