
A cientista de dados Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook que liberou à imprensa documentos da empresa após deixar seu cargo em maio deste ano, critica a falta de transparência dos investimentos feitos pela companhia para combater desinformação e discurso de ódio na América Latina e em países como Mianmar e Índia.
O Facebook tem sistemas de inteligência artificial e equipes humanas que trabalham para detectar e remover posts contrários às diretrizes da rede social. Documentos revelados por Haugen até agora mostram a dificuldade da plataforma em priorizar recursos para países de fora da América do Norte.
A Índia, um dos principais mercados do Meta (novo nome do Facebook Inc.), não recebe recursos suficientes para que as 22 línguas oficiais do país sejam reconhecidas, por exemplo. Para Haugen, o Brasil pode ser vítima do mesmo problema.
“Uma das coisas que mais dissemina conteúdo violento é o fato de pessoas o recompartilharem em grandes grupos. Ele viraliza dessa forma. Desconfio que o português do Brasil não seja bem amparado pelos sistemas de segurança”, afirmou à reportagem por email.
Ela refere-se aos sistemas de inteligência artificial que detectam conteúdos nocivos e pontencialmente virais na plataforma.
Em nota, o Meta afirma que possui especialistas brasileiros em diferentes localidades e baseados no país e que tem investido de modo significativo em pessoas e tecnologia para aplicar suas políticas em dezenas de idiomas, incluindo o português.
JBr
10:40:03

























