Após dois anos, família pede justiça por menino atropelado por ônibus

Bebê estava com a mãe quando ambos caíram
REPRODUÇÃO / RECORD TV MINAS

A família de um menino de 1 ano e 9 meses que morreu atropelado por um ônibus em novembro de 2019 no bairro Céu Azul, em Belo Horizonte, denuncia a demora na conclusão do caso.

Segundo o advogado da família, o Ministério Público denunciou o motorista por homicídio doloso no trânsito e deu parecer favorável para que a família receba auxílio socioeconômico e psicológico. Mas, após um ano e oito meses do caso, não houve julgamento.

O advogado explica que o motivo da demora teria sido pela demora da conclusão do inquérito policial, cerca de um ano e meio. Sem ele, não seria possível começar com o inquérito civil, contra o motorista e a empresa de ônibus. Além disso, o condutor do coletivo ainda não foi localizado para dar continuidade à investigação.

Relembre o caso

A mãe do menino Guilherme Marlon Lisboa Muniz conta que voltava da casa da prima no ônibus da linha 608 (Estação Venda Nova/Nova Pampulha) em novembro de 2019 e ficou com a perna presa ao descer do coletivo. O motorista não teria esperado e arrancou o veículo. Tainá Lisboa da Silva foi arrastada pelo ônibus e o menino caiu ao lado da roda.

Na época do ocorrido, o motorista foi retirado do local do acidente pela PM (Polícia Militar) e foi encaminhado ao Detran (Departamento de Trânsito de Minas Gerais), onde prestou depoimento e foi liberado. Em novembro de 2019, o avô do menino defendeu que o acidente poderia ter sido evitado.

— Isso é trabalho de auxiliar de bordo. Eu trabalhei de cobrador muitos anos, mas hoje eu não trabalho mais porque mandaram os cobradores embora. Quantos estão ai desempregados e, com isto, estamos perdendo as vidas dos familiares.

A Record TV Minas entrou em contato com o Tribunal de Justiça para saber sobre o andamento do processo e solicitou uma posição da empresa responsável pelo ônibus que atropelou Guilherme, mas ainda não teve retorno.

R7

17:13:02

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