A ciência e temas estratégicos para o futuro do Brasil estão ficando à margem do debate eleitoral, segundo a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Francilene Garcia.
Para ela, crises políticas e disputas institucionais têm ocupado grande parte das discussões, enquanto assuntos como mudanças climáticas, inteligência artificial, transição energética, terras raras, envelhecimento da população e preparação para novas pandemias recebem pouca atenção.
Francilene também alerta para a necessidade de investimentos contínuos em ciência e tecnologia e de preparação do SUS para futuras crises sanitárias, além da recuperação das taxas de vacinação.
Outro desafio é garantir que o Brasil não permaneça apenas como exportador de matérias-primas, especialmente diante da importância crescente dos minerais críticos para novas tecnologias.
Segundo a SBPC, esses temas deveriam ocupar espaço central nas eleições por influenciarem diretamente o desenvolvimento e a soberania do país nas próximas décadas. AB

























