
Antes de tudo, faço uma pequena observação: como brasileiro, assisti à final torcendo pela Espanha, mas sem o envolvimento emocional que teria se a Seleção Brasileira estivesse em campo.
Não foi uma final de Copa do Mundo das mais emocionantes. A Espanha controlou amplamente a partida, monopolizou a posse de bola e impôs seu estilo desde o início. Com intermináveis trocas de passes e muita organização tática, dominou o jogo de forma quase absoluta. Para quem busca emoção, esse tipo de futebol pode parecer monótono em alguns momentos. No entanto, sua eficiência é inegável.
A Argentina, por sua vez, pouco conseguiu fazer. Nem mesmo a forte marcação e as faltas de intimidação, que marcaram a semifinal contra a Inglaterra, surtiram efeito. Quando um argentino tentava pressionar, a bola já havia sido passada de primeira pelos espanhóis. Foi esse roteiro que se repetiu durante praticamente toda a decisão.
Mesmo superior, a Espanha desperdiçou diversas oportunidades de gol. Já a Argentina voltou a depender de uma jogada individual de seu principal craque, Lionel Messi, estratégia que lhe rendeu bons resultados ao longo da competição, mas que desta vez não foi suficiente para superar um adversário muito mais consistente.
A seleção espanhola ainda foi beneficiada pela expulsão de um jogador argentino, punido por uma entrada violenta. Com um atleta a mais, manteve o controle absoluto da partida e, no início do segundo tempo da prorrogação, chegou ao gol que coroou sua superioridade.
A Espanha mostrou maturidade, paciência e fidelidade ao seu plano de jogo. Construiu uma campanha baseada na organização, na posse de bola e na eficiência ofensiva e defensiva. O resultado foi a conquista da Copa do Mundo, sofrendo apenas um gol durante toda a competição.
Foi um título absolutamente merecido.
Parabéns à Espanha, agora bicampeã mundial.

























