
O jovem Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi enterrado hoje, na zona sul de São Paulo. Ele morreu após ser atingido por 27 dos 45 disparos feitos por policiais durante uma abordagem em Moema, que atendia um chamado para suposta tentativa de suicídio.
A despedida ocorreu no Cemitério Congonhas, na zona sul da cidade. As informações sobre o velório e o sepultamento foram divulgadas pela irmã mais velha de Gustavo, Beatriz Munis, nas redes sociais.
Gustavo não tinha antecedentes criminais e fazia tratamento com antidepressivos desde o ano passado, segundo relato no boletim de ocorrência. Familiares e amigos o descreveram nas redes sociais como uma pessoa gentil, alegre e presente na vida de quem estava próximo.
A família contesta a versão, registrada no BO, de que Gustavo estaria em surto e ameaçando tirar a própria vida antes da chegada dos policiais. Ainda segundo o registro, ele segurava um “objeto escuro” que teria sido apontado na direção dos policiais. Após os disparos, o único objeto encontrado junto ao corpo de Gustavo, porém, foi um celular.
Advogada da família afirmou que o jovem não apresentava tendências ao surto ou suicídio. “Era um tratamento depressivo que não envolvia nenhum tipo de episódio relacionado à tentativa de suicídio, tentativa de automutilação, nem nada do tipo”, disse em entrevista ao jornal SP2, da Globo:
“A família acredita que isso acontecia única e exclusivamente pelo fato de ele ser um homem jovem negro, que morava ali na região [de Moema], e que, por conta disso, a PM já considerava algum tipo de comportamento suspeito.” UOL

























