
A CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Presidente Prudente deflagrou as duas primeiras fases da Operação Imago. A investigação busca apurar a autoria e a administração de um perfil falso em rede social usado para publicar conteúdos depreciativos contra um adolescente, explorando de forma pejorativa questões de orientação sexual para gerar humilhação e constrangimento.
Segundo a Polícia Civil, primeira fase ocorreu no dia 24 de setembro, com o cumprimento de busca domiciliar e apreensão de dois celulares. Com o avanço do caso, a autoridade policial representou por novas medidas, resultando na segunda fase, realizada nesta segunda-feira, quando foram apreendidos seis discos rígidos, quatro celulares, um computador, um notebook, um pendrive e um cartão de memória.
Todo o material apreendido passará por perícia técnica no IC (Instituto de Criminalística), respeitando a cadeia de custódia, para identificar se os dispositivos foram utilizados na criação e no envio das publicações. O nome da operação, “Imago” (imagem, em latim), faz referência à construção de uma imagem distorcida da vítima enquanto escondia a real identidade do investigado. As ações possuem caráter probatório e não representam juízo definitivo de culpa.
Em alerta à população, a Polícia Civil reforça que o ambiente virtual possui regras e consequências jurídicas. A criação de perfis falsos e o ataque à honra podem configurar crimes contra a honra, falsa identidade e cyberbullying, além de implicar reparação civil. A instituição orienta que as vítimas guardem provas digitais, como prints, links, datas e horários, para apresentação formal na delegacia. O Imparcial

























