Os Estados Unidos decidiram, nesta quinta-feira (23/7), aplicar uma nova tarifa aos produtos de cerca de 60 países, incluindo o Brasil, adquiridos pelos norte-americanos. O percentual aplicado ao Brasil é de 12,5% e se refere a uma investigação contra países que falharam no combate ao ingresso de mercadorias fabricadas com trabalho forçado.
A nova tarifa substitui a taxa global temporária de 10%, aplicada desde fevereiro deste ano após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar parte das tarifas anunciadas por Trump no chamado “Dia da Libertação”, em 2 de abril de 2025.
A decisão foi tomada pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, sob orientação do presidente Donald Trump, e integra uma ofensiva comercial voltada a pressionar parceiros dos Estados Unidos a adotarem mecanismos considerados eficazes de combate ao trabalho forçado nas cadeias globais de suprimentos.
Segundo o USTR, o Brasil faz parte do grupo de países que não possuem ou não aplicam de forma efetiva uma proibição à importação de produtos fabricados com trabalho forçado, razão pela qual foi enquadrado na faixa mais alta da nova política tarifária.
Ao todo, 60 países foram alvo da mesma investigação, que apurou supostas falhas dessas economias para impedir a entrada de produtos fabricados com mão de obra forçada nos mercados internos.
As investigações sobre trabalho forçado foram abertas em março deste ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelos EUA para combater práticas consideradas injustas ou discriminatórias que afetem o comércio americano. METRÓPOLES

























