O governo federal estuda aumentar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% nas próximas semanas. A medida busca reduzir a importação do combustível diante da crise internacional do petróleo causada pela guerra no Irã. Atualmente, cerca de 15% da gasolina consumida no Brasil vem do exterior. Testes indicam que a nova mistura não teve impacto relevante em veículos movidos apenas a gasolina, e carros flex não devem apresentar mudanças.
Especialistas alertam, no entanto, que veículos antigos ou importados podem ter queda de desempenho ou maior desgaste. Nesses casos, a recomendação é atenção ao tipo de combustível e, eventualmente, o uso de versões premium, que têm menor teor de etanol.
A proposta será analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética e, se aprovada, deve valer por seis meses, com possibilidade de prorrogação. A expectativa do setor é de leve redução no preço da gasolina, já que o etanol é mais barato. “Deveria baixar, porque o etanol é mais barato que a gasolina. Então, deveria baixar, mas não é um número que vai assustar porque, veja bem, é 2% de um litro. Então, é muito pouco”, afirmou José Gouveia. R7









