O Centro de Liderança Pública (CLP) defende que a extinção da jornada 6×1 no Brasil seja implementada de maneira escalonada, começando pelos segmentos econômicos que sofreriam menor impacto e avançando, à medida que houver evidências de resultados positivos, para os mais expostos. Em nota técnica, a entidade menciona que há amplo apoio social à redução da jornada semanal, vista como forma de ampliar lazer e descanso, mas alerta que manter o salário mensal intacto enquanto se corta um dia de trabalho eleva automaticamente o custo do trabalho por hora.
O CLP cita como exemplo a experiência de Portugal, que reduziu a carga semanal de 44 para 40 horas sem cortar salários. O movimento elevou o salário-hora em 9,2%, provocou recuo de 1,7% no emprego e queda de 3,2% nas vendas, apesar de ganhos de produtividade de 7,9% por hora. O relatório argumenta que grandes empresas, com mais caixa e acesso a tecnologia, tendem a absorver melhor o choque, enquanto pequenas e médias podem pressionar preços ou migrar para a informalidade se forem obrigadas a adotar a nova regra de forma brusca. EC
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