
O médico cirurgião plástico João Paulo de Almeida Lopes, de 46 anos, é acusado por duas pacientes de ter abusado sexualmente de ambas mulheres, em seu consultório, localizado no Jardim Paulistano, em Presidente Prudente (SP).
As histórias das vítimas, que não querem ser identificadas, levou a Justiça a tornar réu o médico por violação sexual mediante fraude, após o recebimento de uma denúncia feita contra ele pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP).
Ele é apontado pela Polícia Civil e pela Promotoria de Justiça como responsável por ter cometido crimes sexuais.
“Ele não pode usar do cargo que ele tem, da formação que ele tem e fazer outras vítimas. Para mim, isso não é um médico. Para mim, isso é um monstro. Porque o que ele faz não é coisa de um ser humano fazer”, relatou a primeira mulher a denunciar Lopes.
A vítima registrou um Boletim de Ocorrência em julho deste ano, depois de ter passado por uma consulta para analisar os resultados de uma cirurgia plástica, em Presidente Prudente.
Ela disse para a polícia que uma enfermeira sempre acompanhava os exames, mas, no dia do ocorrido, a paciente ficou sozinha no consultório com o médico. A vítima relatou que o cirurgião plástico a instruiu a fazer um procedimento íntimo, momento em que o abuso teria sido cometido.
“Ele falou que eu precisaria fazer uma cirurgia íntima quando eu ficasse um pouco mais velha, porque talvez eu não sentiria mais prazer. Ele falou assim: ‘Agora existe um novo procedimento, tem um spray que a gente usa para lubrificar, só que ele ainda está em fase de experimento’. Perguntou se eu queria usar e eu falei que sim, mas que eu poderia comprar. Ele falou que não, que ainda não havia para comprar, mas que, se eu quisesse, ele poderia passar em mim para ver se tinha alguma eficácia”, disse a vítima.
Foi assim que, segundo o relato feito aos policiais, começaram os abusos.
“Ele mesmo acabou abaixando a minha calça até para baixo do joelho um pouco, e foi quando ele falou que precisaria massagear o meu clitóris, porque precisaria ficar inchado, senão, o spray não faria efeito. Falei para ele que não, que eu não concordava porque estava sendo constrangedora aquela situação, que eu não queria, que era para ele parar. Para ele parar, eu tive que falar para ele que eu tinha tido o orgasmo, eu tive que falar: ‘Não doutor, chega, já consegui, já fiz’. Aí ele falou: ‘Ele vai valer por 30 dias e, se você quiser na próxima consulta, você volta e a gente repete tudo de novo. Só que você não comenta com ninguém sobre esse spray, porque senão vai vir muita gente aqui querendo e eu não tenho como fornecer para ninguém’, citou.
“Eu quero que a justiça seja feita. O que tiver que fazer, que ele seja preso. Ou o que tiver que ser feito e que ele pague”, finalizou a vítima.
G1/Prudente
09:10:02

























