Benito di Paula morreu e, devido à correria do meu cotidiano, acabei não registrando aqui uma homenagem ao seu trabalho e à sua incrível capacidade musical.
Benito escreveu um capítulo singular na história da música brasileira. Poucos artistas conseguiram construir uma trajetória como a dele. Sua ascensão nos anos 1970 foi meteórica: lançou uma sequência de sucessos, conquistou as paradas e vendeu milhões de discos. Depois, passou por períodos de menor exposição na mídia, mas suas músicas continuaram presentes nas rádios e na memória do público.
“Charlie Brown”, “Vai Ficar na Saudade”, “Retalhos de Cetim”, “Além de Tudo” e “Pra Você Não Ir Embora” são algumas das canções que atravessaram décadas e permanecem na lembrança de quem aprecia a boa música brasileira. Com seu piano, sua voz marcante e um jeito muito próprio de interpretar, Benito transformou sentimentos em músicas que fazem parte da vida de muita gente — inclusive da minha.
Para mim, foi genial em seu tempo e continua indispensável nos dias atuais. Sua partida deixa saudade, mas sua música permanece viva.
Vale a pena recordar uma de suas grandes interpretações: “Ah! Como Eu Amei”, lançada em 1981. Ouça e relembre comigo.

























