O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (5), após uma grave crise bancária que deixou quase três milhões de clientes sem acesso ao dinheiro. A situação começou na terça-feira (3), quando o Banco Central interveio no Ueno Bank por problemas de solvência.
O bloqueio das contas provocou protestos em Assunção e investigações sobre possíveis irregularidades financeiras. A crise ganhou força após questionamentos sobre a ligação anterior de Peña com o grupo empresarial associado ao banco, que também administrava recursos públicos.
Diante da pressão popular e da perda de apoio político, Peña anunciou sua saída, afirmando que buscava preservar a estabilidade do país. Entretanto, o Congresso rejeitou a renúncia e avançou com o processo de julgamento político contra o presidente.
Nesta sexta-feira (6), o Senado retomou a análise do caso. O vice-presidente Pedro Alliana poderá assumir o governo, enquanto as autoridades investigam as responsabilidades pela crise e buscam garantir a devolução dos depósitos aos clientes afetados. IE

























