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Quase 90 milhões de pessoas que foram obrigadas a deixar suas casas vivem atualmente em países expostos a riscos climáticos graves, como secas, enchentes e temperaturas extremas. O alerta foi divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).
Segundo o relatório, cerca de 75% das pessoas deslocadas à força no mundo enfrentam ameaças relacionadas às mudanças climáticas. A situação é especialmente preocupante em regiões da África e da Ásia, onde conflitos armados e desastres naturais dificultam o acesso à água, alimentos e moradia.
O levantamento também aponta que, até 2050, um em cada três assentamentos de refugiados na África Subsaariana poderá enfrentar pelo menos 100 dias de calor perigoso por ano.
Divulgado às vésperas da COP31, que será realizada na Turquia, o estudo reforça a necessidade de ampliar os investimentos em adaptação climática e proteção às populações vulneráveis. Segundo o Acnur, apenas cerca de 10% do financiamento climático chega a países frágeis ou afetados por conflitos. IE

























