Ameaças, agressões e descumprimentos de medidas protetivas costumam anteceder casos de feminicídio. Especialistas alertam, porém, que a falta de integração entre os serviços de atendimento faz com que sinais de risco já conhecidos pelo Estado nem sempre resultem em uma intervenção eficaz.
Segundo a promotora Silvia Chakian, do MP-SP, delegacias, Ministério Público, Defensoria e serviços de saúde e assistência precisam atuar de forma integrada. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que 72,9% dos municípios com menos de 100 mil habitantes não possuem serviço especializado de atendimento à mulher.
Outro problema é a fiscalização das medidas protetivas. Em 2025, mais de 621 mil foram concedidas, enquanto foram registrados cerca de 135 mil descumprimentos. No mesmo ano, os registros de feminicídio cresceram 4,7%.
Especialistas também apontam a subnotificação, a falta de estrutura no interior e o avanço de discursos misóginos como fatores que dificultam o enfrentamento à violência. A avaliação é que identificar os primeiros sinais e integrar os serviços é fundamental para interromper a escalada da violência antes que ela termine em feminicídio. AB

























