
Expectativas Vazias no Horizonte das perspectivas
Durante nossa vida, nos dedicamos a construir pontes para pessoas, sonhos, lugares e até versões antigas de nós mesmos. Mas raramente perguntamos: o outro lado existe ou ainda existe o que?
Nunca se sabe a extensão e destino, é vazio, é incógnita na perspectiva. O passado é a ponte umbilical do que somos; negar o que fomos é negar o caminho que nos conduziu a ser o que somos; porém, o passado é raiz, nunca prisão.
Algumas pontes se fecham não para impedir nossa passagem, mas para evitar que continuemos entrando onde já não cabemos.
Nem toda simetria estabelece pertencimento; existem distâncias que nenhum mapa revela: corpos permanecem próximos enquanto afetos já disseram adeus. É a presença da ausência.
E atravessar também não basta. Podemos chegar à outra margem carregando os mesmos erros, expectativas e reincidências.
Nesse caso, a ponte realizou a travessia; nós, não.
“Uma ponte só transforma a travessia quando não carregamos para a outra margem tudo aquilo que precisava ter ficado para trás”
_Lourival Mendes Magalhães
_21º45’59”S_52º06’19”O

























