
“Rio Paraná”
Se existe um elemento geográfico do qual me orgulho em nossa região, é este tal de Rio Paraná. Imponente, majestoso, bonito, extenso. Nasce lá na confluência dos rios Grande e Paranaíba, na tríplice divisa entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, percorrendo 4.880 longos quilômetros fluviais, adentrando o estado do Paraná e desaguando lá no Rio da Prata, na fronteira entre a Argentina e o Uruguai. Perceberam a imensidão?
E particularmente, eu me sinto um privilegiado por estar a pouco mais de trinta quilômetros deste presente de Deus ao Pontal do Paranapanema, cujo pôr do sol ilumina de forma melancólica e poética a silhueta de Nossa Senhora dos Navegantes, que olha serena a porção epitaciana do rio, com o Menino Jesus em seus braços.
É uma imagem fascinante, que revigora e acalma, como se fosse uma pintura a céu aberto que está ali para mostrar, até para os corações mais céticos, que existe, sim, um Criador.
Um gigante fluvial que significa muito mais do que um rio: significa um grande potencial de riquezas nos peixes que ele oferece aos ribeirinhos, no lazer dos turistas, na energia elétrica que chega às nossas casas através de suas hidrelétricas e, principalmente, na integração econômica e cultural direta dos povos de três países — Brasil, Argentina e Paraguai — e, se considerarmos que sua foz está situada no Rio da Prata, não é totalmente equivocado acrescentar o Uruguai nesta conta.
Já me banhei nas águas do “Paranazão” em Presidente Epitácio, Panorama e Rosana. Contemplei também suas belezas na Ponte de Paulicéia e na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu. Quando o contemplo, imagino quantas histórias estão contidas em suas águas: indígenas, bandeirantes, ribeirinhos, as extintas Sete Quedas, turistas, navegantes, engenheiros, Itaipu. E ele segue, imponente, quase que alheio ao tempo e às intervenções humanas em seu curso. Segue navegável e balneável em sua maior parte.
Mas há pontos críticos em que a poluição macula, infelizmente, suas águas, principalmente na confluência com o Rio Iguaçu e na área urbana de Rosário, na Argentina. Que Nossa Senhora dos Navegantes e o Menino Jesus protejam este nosso gigante fluvial, pois rio límpido não é apenas um capricho ecológico: é também riqueza econômica e sustentável!
NANDO FREITAS
Funcionário Público estadual

























