
Abrir a boca ou a mente, consequências desiguais
O amanhecer entrega o mesmo dia para todos. O que muda não é o tempo, mas a maneira como escolhemos vivê-lo.
Diante das mesmas circunstâncias, alguns abrem a boca; outros abrem a mente.
Os primeiros colecionam reclamações; os segundos procuram compreender o que ainda podem transformar.
Reclamar da escuridão é simples. Difícil é descobrir quanto da sombra nasce exatamente da luz que deixamos de acender.
Ontem, muitas pessoas fizeram planos para hoje. O dia chegou, mas algumas já não estavam aqui para vivê-lo. Não porque lhes faltassem sonhos, mas porque lhes faltou um novo amanhecer.
A liberdade silenciosa inerente ao nosso livre arbítrio impõe condições às escolhas decorrentes disso, cuja origem e consequências afetam o nosso meio. Elas evidenciam-se quando ficamos a esperar que o mundo nos devolva aquilo que podemos começar a edificar dentro de nós.
Talvez por isso valha a pena perguntar menos quem é o culpado e mais qual é a nossa participação na solução.
O mundo é construído diariamente por pequenas escolhas.
Reclamar é uma delas.
Transformar também.
No fim, o tempo oferecerá o mesmo pôr do sol a todos. O resultado, porém, dependerá da consciência com que decidimos atravessar o dia.
“Toda transformação começa quando deixamos de esperar que o mundo mude e decidimos iluminar a parte dele que passa por nossas mãos”.

























