Amanhã é Dia dos Pais. Já estou bem de idade, mas perdi meu pai, Nico Moré, quando eu tinha apenas 26 anos, em 1985.
No caso do meu pai, a intimidade com a música “Naquela Mesa” é ainda maior. Eu o vi muitas vezes tocando essa canção no quintal de casa, ao lado de seus amigos Ismael, Luiz Pica-Pau, Chinês e Pedrinho.
Meu pai era violinista e tinha um conjunto de amigos que se reunia nos finais de semana, mais precisamente nas manhãs de domingo. Era um encontro regado a chorinhos, valsas, sambas e, claro, “Naquela Mesa”, música que naquela época fazia muito sucesso na voz de Nelson Gonçalves.
A canção foi composta por Sérgio Bittencourt, jornalista e compositor carioca, filho de Jacob do Bandolim. Após a morte de seu pai, Sérgio compôs “Naquela Mesa”, uma música que se tornou eterna no coração de muitos filhos que, como ele, sentem a saudade de seus pais.
Toda vez que ouço essa música, lembro-me do meu querido pai, de seu violino e de seus amigos músicos reunidos no quintal de casa. É uma lembrança prazerosa e, ao mesmo tempo, cheia de saudade, que a música consegue trazer de volta através de seus acordes.
Neste Dia dos Pais, “Naquela Mesa” ganha para mim um significado ainda mais especial. É como se, por alguns minutos, a música trouxesse meu pai de volta para perto de mim.

























