
Pacientes estão sendo atendidos nos corredores do Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente (SP) devido à superlotação da unidade. A situação foi denunciada à TV TEM e confirmada pelo Departamento Regional de Saúde (DRS), que atribui a alta ocupação ao aumento de casos de doenças respiratórias. (foto ao lado é ilustrativa)
Uma denúncia encaminhada à TV TEM relata que pacientes estão acomodados em macas nos corredores do hospital, sem condições consideradas adequadas de internação.
De acordo com a denúncia, um dos pacientes necessita de cirurgia com urgência. A família afirma que ele procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no dia 16 de julho. Na data, o paciente levou exames realizados na rede particular e um encaminhamento médico que apontava a gravidade do quadro clínico. Ainda assim, a vaga hospitalar teria sido disponibilizada apenas no dia 21 de julho.
Conforme o relato, a expectativa era de que o paciente fosse internado em um leito. No entanto, ao chegar ao hospital, permaneceu em um corredor, em condições consideradas precárias pelos familiares. “Corredor não é internação”, resume a denúncia. Os familiares também afirmam que a superlotação tem sobrecarregado as equipes de saúde, o que, segundo eles, acaba refletindo no atendimento, com episódios de grosseria e desrespeito envolvendo pacientes e acompanhantes.
A denúncia ainda questiona a prioridade de atendimento dentro da unidade e afirma que pacientes do sistema prisional estariam sendo atendidos antes de outros casos. A alegação representa a percepção da família e deverá ser esclarecida pela direção do hospital.
Imagens registradas no interior do hospital foram encaminhadas à reportagem para ilustrar a situação. A família afirma que decidiu tornar o caso público para cobrar providências das autoridades competentes e pede a apuração dos fatos pelos órgãos de fiscalização.
O que dizem os responsáveis?
O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Presidente Prudente informou à TV TEM que o Hospital Regional de Presidente Prudente é referência em alta e média complexidade para os 45 municípios que compõem a região.
Segundo o órgão, entre os meses de março e julho ocorre aumento na demanda por atendimentos de urgência e emergência em razão da sazonalidade dos vírus respiratórios, o que pode provocar, pontualmente, maior ocupação da unidade. O DRS orienta que, para os casos leves, a população deve procurar as unidades de atenção básica, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Ainda conforme a nota, o Hospital Regional de Presidente Prudente acolhe todos os pacientes que o procuram atendimento e utiliza o Protocolo de Manchester para classificação de risco, priorizando os casos de maior gravidade. O órgão confirmou que, neste momento, o hospital opera acima da capacidade e informou que mantém diálogo constante com os serviços de saúde da região para realizar os encaminhamentos necessários.
Sobre a alegação de prioridade no atendimento a pacientes do sistema prisional, o DRS reiterou que o atendimento é definido exclusivamente por critérios assistenciais e pela classificação de risco. No último ano, a unidade ampliou sua capacidade assistencial com 36 novos leitos de clínica cirúrgica e duas novas salas cirúrgicas. A ampliação representa um aumento de 30% na capacidade mensal de cirurgias eletivas, beneficiando mais de dois mil pacientes por ano. g1

























