A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu por unanimidade nesta sexta-feira (15) manter a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de linhas de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da Ypê.
Nos votos, os diretores afirmaram que as medidas adotadas pela empresa foram “insuficientes”, citaram um “histórico recorrente de contaminação microbiológica” e defenderam que os riscos sanitários identificados pela fiscalização ainda não foram superados.
Segundo os diretores, a empresa deverá apresentar um plano de ação baseado em análise de risco, permitindo acompanhamento técnico e eventual liberação gradual de produtos lote a lote.
O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou que as “medidas implementadas pela empresa foram insuficientes” e mencionou um “histórico recorrente de contaminação microbiológica envolvendo os produtos da empresa”.
Já o diretor Thiago Campos afirmou que a análise atual tem natureza cautelar e defendeu que, em matéria sanitária, “aguardar certeza absoluta do dano significa agir tardiamente”.
A diretora Daniela Marreco classificou o risco sanitário como “alto” e afirmou que a repercussão do caso gerou uma “discussão polarizada” que “não reflete as motivações da agência”, que, segundo ela, são técnico-científicas e voltadas à proteção da saúde pública.
Último a votar, Daniel Pereira afirmou que, embora reconheça a relevância econômica da empresa, isso “não pode se sobrepor ao dever institucional da agência na proteção da saúde pública”. Ele também defendeu acompanhamento contínuo da Anvisa para possibilitar que a empresa retome “o quanto antes” suas atividades. G1








