Organizações do terceiro setor ligadas ao meio ambiente e à ciência repudiaram nesta segunda-feira (20) a decisão do Ibama de conceder à Petrobras licença para perfurar um poço exploratório na Margem Equatorial, próximo à Foz do Amazonas.
Segundo as entidades, a medida é contraditória à agenda ambiental do governo Lula, que promove a COP30, a conferência climática da ONU marcada para novembro em Belém (PA), e coloca em risco ecossistemas sensíveis.
O Observatório do Clima classificou a decisão como “desastrosa do ponto de vista ambiental, climático e da sociobiodiversidade” e anunciou a intenção de recorrer à Justiça para questionar falhas técnicas no licenciamento.
Especialistas como Carlos Nobre, ex-diretor do Inpe, alertam que não há justificativa para novas explorações de petróleo, especialmente com a Amazônia próxima do ponto de não retorno climático.
Ilan Zugman, diretor da 350.org para América Latina e Caribe, definiu a exploração como um erro histórico, reforçando que o modelo de exploração de petróleo no Brasil trouxe lucro para poucos e prejuízos para populações locais.
Para Suely Araújo, ex-presidente do Ibama, o governo pode ser processado por expandir a geração de poluentes, o que compromete os esforços da COP30 e a meta de reduzir gradualmente o uso de combustíveis fósseis.


























