Pesquisadores internacionais identificaram dezenas de novos vazamentos de metano em regiões rasas do Mar de Ross, ao sul da Antártida, reforçando preocupações sobre o aquecimento global. O gás, cerca de 80 vezes mais potente que o CO₂ nas primeiras décadas após sua liberação, é liberado em bolhas que formam mosaicos no fundo do mar.
A equipe, liderada pela cientista marinha Sarah Seabrook, usou mergulhadores, veículos subaquáticos e levantamentos acústicos para investigar a área. Antes do estudo, apenas um vazamento de metano era conhecido na região, descoberto em 2011.
O aumento das emissões preocupa especialistas, que alertam para um ciclo de retroalimentação: o degelo libera mais metano e CO₂, intensificando o aquecimento global e acelerando o derretimento das camadas de gelo. Ainda não há estimativa do volume de gás liberado, mas os cientistas defendem monitoramento internacional para avaliar os impactos sobre o clima e os ecossistemas marinhos.


























