Neste domingo (19), os bolivianos decidem o novo presidente em meio à pior crise econômica em quatro décadas, com inflação acima de 23%, falta de dólares e combustíveis e escassez de alimentos básicos. O pleito marca o fim de duas décadas de governos de esquerda liderados por Evo Morales e seu sucessor Luis Arce.
Os candidatos são Rodrigo Paz, do centro-direita, e Jorge Quiroga, do liberalismo, que lidera as intenções de voto com 44,9%, frente a 36,5% de Paz, segundo pesquisa Ipsos-Ciesmori. Ambos prometem manter subsídios apenas para transporte público e setores vulneráveis, além de programas sociais, mas discordam sobre a forma de recuperar a economia:
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Quiroga propõe captar US$ 12 bilhões em empréstimos internacionais para devolver dólares ao sistema financeiro.
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Paz defende reorganizar os orçamentos públicos antes de contrair novos créditos, visando reduzir riscos.
O desafio será enfrentar uma população desesperançosa e a oposição de Evo Morales, que incentivou o voto nulo no primeiro turno e permanece influente, especialmente entre indígenas e setores populares. Analistas alertam que estabilizar a economia sem cortes severos ou choque externo será extremamente difícil, e o custo social de decisões impopulares pode ser alto.


























