Vídeos hiper-realistas gerados por inteligência artificial estão inundando redes sociais com conteúdo sexista e misógino. Produzidos em massa por ferramentas como o Veo 3 da Google, esses clipes — que simulam entrevistas de rua ou situações chocantes — chegam a dezenas de milhões de visualizações, muitas vezes superando postagens autênticas.
A tendência alimenta uma indústria artesanal de influenciadores que exploram incentivos financeiros das plataformas, monetizando material sexualizado e sensacionalista. Casos incluem entrevistas falsas em países como Índia e Reino Unido, representações racistas de mulheres negras e até vídeos fictícios de ataques de animais.
Especialistas alertam que esse “lixo virtual” corrói a confiança no conteúdo online e reforça a misoginia já existente. Embora algumas plataformas tentem limitar a monetização de material não autêntico, a proliferação de vídeos e contas geradas por IA cresce rapidamente. Para analistas, o problema não é apenas tecnológico, mas também social e cultural, pois o público continua a recompensar esse tipo de conteúdo com engajamento massivo.


























