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A defesa de Jair Bolsonaro (PL) alegou ter sido pega de surpresa pelo decreto de prisão de domiciliar anunciado na noite de segunda-feira, 4. Sob a promessa de que vão recorrer à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moares, os advogados discordam que o ex-presidente tenha descumprido medidas cautelares ao aparecer em fotos e vídeos nas redes sociais.
Bolsonaro está com tornozeleira eletrônica e proibido de usar plataformas de internet desde junho deste ano, quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Na ocasião, Moraes entendeu que o ex-mandatário atentou contra a soberania do País ao instigar o governo dos Estados Unidos à aplicar tarifas contra o Brasil.
Além de estar proibido de usar as próprias redes, Bolsonaro também não poderia usar contas de terceiros para publicar declarações, imagens ou gravações. Segundo Moraes, as medidas cautelares se justificam porque os supostos crimes de coação, obstrução da Justiça e ataque à soberania – pelos quais o político é investigado – foram majoritariamente cometidos em plataformas digitais.
Desse modo, a ordem de prisão se deu em resposta às fotos e vídeos postados nas redes sociais de bolsonaristas no domingo, 3, que mostravam o ex-presidente participando do ato em Copacabana. Ele chegou a se direcionar aos apoiadores por meio de ligação via celular com seu filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). EC


























