
Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
A regra das cinco substituições, que pela primeira vez será usada em uma Copa do Mundo, deverá fazer com que as seleções utilizem melhor seus elencos no Qatar-2022 — torneio começa dia 20 de novembro e termina em 18 de dezembro. Estudo da Fifa mostrou que em 2018, na Rússia, os 32 participantes colocaram em campo 605 dos 736 jogadores convocados, pouco mais de 80% portanto.
A avaliação de grupo técnico da federação internacional que vai observar a qualidade do jogo que será praticado no Oriente Médio é que as cinco alterações, em vez de três, e o aumento das listas de convocados de 23 para 26 façam com que essa média de jogadores utilizados se aproxime dos 90%, com melhor aproveitamento dos elencos e uso da maioria dos atletas de linha.
Em 2018, o técnico Tite levou 23 jogadores e colocou em campo 18. Os dois goleiros reservas, Ederson e Cássio, não jogaram, o que é comum a não ser que haja lesão do titular. Dos atletas de linha, três não atuaram nem um minutinho: o zagueiro Geromel, o volante Fred (que voltava de lesão) e o atacante Taison. O Brasil perdeu de 2 a 1 para a Bélgica e foi eliminado nas quartas de final.
Para 2022, Tite abusou dos jogadores de frente na lista de 26, mantendo defensores e meio-campistas marcadores em número semelhante ao que foi usado em 2018. Ideia da comissão técnica é ter opções ofensivas para mudar características do time durante um jogo problemático, e ganhar a possibilidade de trocar cinco vezes por partida faz com essa variedade seja valorizada.
UOL
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