As reclamações sobre uso e compartilhamento indevido de dados pessoais e financeiros dispararam no estado de São Paulo, ultrapassando 8,5 mil registros em 2025. O aumento expressivo de casos acende um alerta para a segurança digital e a proteção de informações.
Juntas, cidades do interior, como Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Bauru, Itapetininga e Sorocaba, somaram quase 2 mil queixas do tipo apenas em 2025.
O levantamento foi feito pela TV TEM com base em dados da plataforma Consumidor.gov.br, um serviço online que permite a comunicação direta entre consumidores e empresas para resolver conflitos.
Em Presidente Prudente, o número de queixas saltou de 29 em 2024 para 207 em 2025, um aumento de mais de 700%. Em outras cidades, a tendência de alta se repete: Bauru, São José do Rio Preto, Sorocaba e Itapetininga também viram seus números crescerem exponencialmente de 2024 para 2025, e os registros nos primeiros meses de 2026 já indicam que a tendência continua.
A plataforma é monitorada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e outros órgãos de defesa do consumidor. A ferramenta é considerada eficiente, pois cerca de 80% das reclamações são resolvidas pelas empresas, que têm um prazo médio de sete dias para responder.
Tive os dados vazados. E agora?
O advogado Américo Ribeiro Magro explica que legislações como o Código de Defesa do Consumidor e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) garantem o controle do cidadão sobre suas informações.
“Elas asseguram que o consumidor ou o usuário tenha controle sobre os seus dados, então as empresas só podem compartilhar aquilo que o consumidor autorizar e lhe for informado”, afirma. G1/Prudente
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