Pela primeira vez, o número de brasileiros que vivem em uniões consensuais, como a união estável, superou o de casamentos civis e religiosos. Segundo o Censo 2022 do IBGE, 38,9% das uniões no país são consensuais, o equivalente a 35,1 milhões de pessoas. Em 2000, esse percentual era de 28,6%, o que mostra uma mudança significativa no comportamento social. Já os casamentos civis e religiosos juntos caíram de 49,4% em 2000 para 37,9% em 2022. O levantamento revela que as uniões consensuais são mais comuns entre pessoas de até 39 anos, de menor renda e entre aquelas sem religião. Para o IBGE, o crescimento desse tipo de relação reflete transformações nos valores e nas formas de convivência familiar. Desde 2017, uma decisão do Supremo Tribunal Federal garante os mesmos direitos sucessórios às uniões estáveis e aos casamentos formais, embora a união estável não altere o estado civil dos parceiros. O Censo também apontou que 51,3% da população com 10 anos ou mais vive em algum tipo de relação conjugal, e que a idade média da primeira união é de 25 anos, sendo menor entre as mulheres.
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