A Organização Mundial da Saúde confirmou nesta terça-feira (12) 11 casos de hantavírus ligados ao cruzeiro MV Hondius, incluindo três mortes. Apesar do aumento nos casos, a entidade afirmou que não há indícios de um surto maior no momento, embora o cenário ainda seja monitorado devido ao longo período de incubação do vírus.
O caso mais recente é de uma passageira espanhola evacuada do navio, que apresentou febre e dificuldade para respirar, mas permanece estável em quarentena em Madri. Segundo a OMS, nove dos casos confirmados pertencem à cepa Andes do hantavírus, uma variante rara que pode ser transmitida entre pessoas em situações específicas de contato próximo.
A doença costuma ser transmitida pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados e pode evoluir para insuficiência respiratória grave. A OMS recomendou quarentena de 42 dias para passageiros evacuados.
O surto começou durante uma expedição entre a Argentina, a Antártida e ilhas do Atlântico Sul, sendo considerado o primeiro registro de hantavírus em um navio de cruzeiro. Após evacuações na Espanha, o navio segue para Rotterdam, na Holanda, onde passará por desinfecção. G1









