Um relatório da ONG AI Forensics revelou que milhares de imagens e vídeos de mulheres, muitas vezes sem consentimento, circularam em grupos do Telegram na Itália e na Espanha.
Segundo o estudo, cerca de 25 mil usuários participavam ativamente desses grupos, onde mais de 80 mil arquivos foram compartilhados ao longo de seis semanas. Parte do conteúdo era de caráter sexual explícito, incluindo materiais gerados por inteligência artificial e até imagens envolvendo adolescentes.
A investigação também identificou práticas como exposição de dados pessoais (doxing), assédio coordenado e mensagens incentivando violência. Muitos dos conteúdos vinham de outras plataformas, como TikTok, Instagram e Snapchat.
De acordo com a ONG, o Telegram funciona como um centro de redistribuição desses materiais, que são rapidamente repostados mesmo após a exclusão de grupos. O relatório aponta falhas na moderação da plataforma, já que canais derrubados voltam a aparecer em poucas horas.
A organização defende regras mais rígidas para o aplicativo na Europa, enquanto o Telegram afirma que proíbe esse tipo de conteúdo e que seus sistemas de moderação são eficazes, apesar dos desafios envolvendo materiais falsos gerados por IA.









