O possível encontro entre Lula e Donald Trump, na Malásia, vai além das tarifas comerciais: expõe uma disputa por influência sobre a América Latina. Enquanto os EUA buscam reafirmar poder militar e político na região, o Brasil tenta defender soberania e integração regional.
Trump tem endurecido o tom contra governos da Venezuela, Colômbia, Cuba e Argentina, e reforçado a presença militar americana. Já Lula propõe transformar a América Latina em uma “zona de paz”, retomando o papel diplomático brasileiro como mediador.
Especialistas apontam que o embate reflete visões opostas de liderança: Trump aposta em pressão e hegemonia, enquanto o Brasil busca cooperação e autonomia regional.
Apesar disso, ambos enfrentam obstáculos. O Brasil lida com a falta de consenso entre vizinhos e o enfraquecimento de blocos regionais como o Mercosul e a Celac. Já os EUA veem sua influência contestada pelo avanço da China, hoje principal parceira comercial de vários países latino-americanos.
Para analistas, o desafio é transformar essa disputa em oportunidade para fortalecer a independência regional, sem cair novamente em um jogo de dependências externas.
Geminho









