O ano de 2026 “vai ser duro”, prevê um motorista em Havana. Imersos em uma profunda crise econômica, os cubanos antecipam um cenário ainda mais complexo após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela, forte aliado da ilha e seu principal fornecedor de petróleo.
“Se a Venezuela é o principal fornecedor (…) de petróleo” para Cuba, o cenário econômico “vai ficar um pouco complicado”, declara à AFP o motorista Axel Alfonso, de 53 anos, que trabalha para uma empresa estatal.
Alfonso, que, como 80% dos cubanos, viveu toda a sua vida sob o embargo que Washington aplica contra a ilha desde 1962, garante que não é “pessimista”, mas “realista”, e prevê que “2026 vai ser duro, muito duro”.
A situação “pode ficar mais difícil, pode piorar”, opina a recepcionista Madelín Terris (55).
No domingo, o presidente Donald Trump afirmou que a ilha comunista, que sobreviveu a 13 administrações americanas, “está prestes a cair”, após a captura de Maduro por forças militares dos Estados Unidos.
No entanto, o magnata republicano minimizou a necessidade de uma intervenção militar, ao considerar que seria difícil para a ilha se manter à tona sem receber o petróleo venezuelano.
“Não penso que devamos tomar nenhuma ação. Parece que está caindo”, acrescentou Trump, que durante seu primeiro mandato (2017-2021) reforçou, como nenhum outro ocupante da Casa Branca, as sanções contra a ilha, após um breve degelo diplomático com Barack Obama. AFP
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