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Dois estudos do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT) revelaram uma grande diferença no acesso ao diagnóstico e ao tratamento do câncer de pulmão com alteração genética no gene ALK entre pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pela rede privada.
Segundo as pesquisas, menos da metade dos médicos do SUS têm acesso regular ao exame que identifica a alteração genética, enquanto na rede privada esse índice chega a 94%. Além disso, pacientes da rede pública enfrentam maior dificuldade para receber medicamentos de terapia-alvo, considerados mais eficazes que a quimioterapia para esse tipo de tumor.
Os estudos também apontam diferença nos resultados do tratamento. Três anos após o diagnóstico, 87% dos pacientes da rede privada permaneciam vivos, contra 61% dos atendidos pelo SUS. O tempo médio sem progressão da doença também foi maior na rede privada: 40 meses, ante 11 meses no sistema público.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que passará a disponibilizar, de forma gradual a partir de outubro, 23 novos medicamentos oncológicos de alto custo pelo SUS, incluindo tratamentos para câncer de pulmão, com o objetivo de ampliar o acesso e reduzir a fila de pacientes atendidos. G1















