O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a gestão fiscal do governo federal e afirmou que o problema da dívida pública neste momento decorre dos juros reais da economia, e não do excesso de gastos públicos. A declaração ocorre na semana seguinte à sanção do Orçamento de 2026, aprovado, com meta de superávit de R$ 34,2 bilhões.
“Nós reduzimos em dois anos em 80% o déficit primário. O problema da dívida tem a ver com o juro real, não tem a ver com o déficit, que está caindo. Inclusive a meta para esse ano é uma meta de resultado primário ainda mais exigente do que foi o ano passado, do que foi o ano retrasado e do que foi o primeiro ano de governo”, disse Haddad durante entrevista ao Uol nesta segunda-feira, 19.
A declaração ecoa críticas a política monetária feitas em outros momentos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e até pelo próprio Fernando Haddad. A taxa básica de juros, a Selic, chegou a 15% ao ano em maio do ano passado e se mantém nesta porcentagem desde então. É o maior patamar registrado desde 2006. ID
Posto Pajé









