Cerca de um terço dos cursos de Medicina do Brasil obteve desempenho não proficiente (notas 1 e 2) no Enamed, exame do MEC que substituiu o Enade para a área. Dos 351 cursos avaliados, 30,7% ficaram com notas insuficientes. Entre as 304 instituições sob supervisão do MEC, 99 sofrerão sanções, que incluem suspensão de vestibular, redução de vagas, bloqueio do Fies ou proibição de ampliar vagas, conforme o nível de proficiência.
O pior desempenho foi registrado nas universidades municipais (87,5% com notas 1 e 2), seguidas por privadas com fins lucrativos. Federais e estaduais tiveram os melhores resultados. O MEC abrirá processos de supervisão, permitirá recursos e aplicará sanções até nova avaliação. O ministro Camilo Santana anunciou proposta para ampliar a supervisão do MEC às universidades municipais.
Do lado dos estudantes, 67% dos 39.258 concluintes avaliados tiveram desempenho desejável. O Enamed ampliou a prova para 100 questões e, a partir de 2026, será aplicado também no 4º ano. A Justiça negou pedido de entidades privadas para barrar a divulgação dos resultados.
Ervateria Mundo do Terere









