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Um estudo internacional revelou que a baleia-da-groenlândia, que pode viver mais de 200 anos, possui níveis elevados de uma proteína chamada CIRBP, responsável por reparar mutações no DNA — especialmente quebras na dupla hélice, que podem causar doenças e acelerar o envelhecimento.
Pesquisadores das universidades de Rochester e Albert Einstein concluíram que essa capacidade de reparo pode explicar a longevidade e a resistência ao câncer do animal, contribuindo para resolver o chamado Paradoxo de Peto, que questiona por que animais grandes não têm mais câncer que os pequenos.
Os testes mostraram que as células da baleia acumulam menos mutações e reparam danos com mais eficiência que as humanas. Ao introduzir a proteína CIRBP em células humanas e de moscas-da-fruta, observou-se melhora na reparação do DNA e até aumento da expectativa de vida nas moscas.
A produção da proteína cresce com o frio, o que pode estar ligado ao habitat gelado da baleia. Cientistas investigam agora formas de estimular a CIRBP em humanos, o que pode abrir caminho para novas terapias contra o câncer e o envelhecimento. DW
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