O presidente da Rússia, Vladimir Putin, promulgou nesta segunda-feira (27) uma lei que retira oficialmente o país do Acordo de Gestão e Disposição de Plutônio (PMDA), firmado com os Estados Unidos nos anos 2000. O tratado visava impedir o reaproveitamento de plutônio para a fabricação de armas nucleares, obrigando as duas potências a converter parte de seus estoques em combustível para energia.
O acordo previa o reprocessamento de 34 toneladas de plutônio por país, o suficiente para produzir cerca de 17 mil armas nucleares. A Rússia já havia suspenso unilateralmente sua participação em 2016, exigindo o fim das sanções ocidentais e a redução da presença militar americana na Europa Oriental — condições rejeitadas por Washington.
O Kremlin justificou a retirada alegando que os EUA tomaram “novas medidas antirrussas” que alteraram o equilíbrio estratégico entre os países. A decisão reforça o desmantelamento gradual dos acordos de controle de armas nucleares firmados no pós-Guerra Fria.
Em 2023, Putin também suspendeu a participação da Rússia no tratado New Start, o último grande pacto de limitação de ogivas nucleares com os EUA, que expira em fevereiro de 2026.
A medida ocorre em meio à crescente tensão entre Moscou e o Ocidente desde a invasão da Ucrânia, e após o anúncio russo de um teste bem-sucedido do míssil de cruzeiro nuclear Burevestnik. Os Estados Unidos consideraram o teste “inadequado”, intensificando o clima de desconfiança entre as duas maiores potências nucleares do planeta, que ainda detêm juntas cerca de 8 mil ogivas ativas.
Vencescredi









