O acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) será apresentado pela Comissão Europeia para aprovação, mais de 25 anos após o início das negociações. A aprovação exige votação no Parlamento Europeu e maioria qualificada entre os governos da UE, sem garantias de sucesso.
Países como Alemanha e Espanha defendem o acordo como forma de compensar perdas comerciais devido às tarifas dos EUA e reduzir a dependência da China, especialmente em minerais essenciais. A França, maior produtora de carne bovina da UE, e grupos ecologistas criticam o acordo, alegando impactos negativos na agricultura e no meio ambiente.
Defensores destacam oportunidades para exportações europeias de carros, máquinas, produtos químicos e alimentos, além do acesso a minerais estratégicos para a transição verde, como o lítio. O acordo é considerado o maior da UE em termos de redução tarifária e parte da estratégia de diversificação comercial.








