O assessor especial do presidente Lula, Celso Amorim, afirmou que uma eventual intervenção dos Estados Unidos para depor Nicolás Maduro seria inaceitável e poderia gerar graves consequências regionais.
Em entrevista à AFP, Amorim classificou as ações americanas no Caribe como uma “ameaça de intervenção externa” e alertou que o Brasil não aceitará o uso da força ou métodos clandestinos na América do Sul.
Segundo ele, o tema pode ser discutido em uma possível reunião entre Lula e Donald Trump, prevista para ocorrer à margem da cúpula da Asean, na Malásia. Amorim ressaltou que a questão venezuelana deve ser resolvida pelos próprios venezuelanos, e que uma ofensiva americana poderia provocar instabilidade política e aumento de refugiados na região.
O ex-chanceler também defendeu o diálogo econômico e comercial com os EUA, após meses de tensão por causa das tarifas e da condenação de Jair Bolsonaro, e disse que o Brasil está aberto a discutir temas como minerais críticos, desde que tragam benefícios ao país.
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