Um terremoto de magnitude 8,8 — o mais forte registrado desde 2011 — sacudiu o extremo leste da Rússia na noite de terça-feira (29), pelo horário de Brasília. O epicentro foi localizado no mar, a cerca de 100 quilômetros da costa da península de Kamtchatka, uma das regiões mais sísmicas do planeta.
O abalo sísmico provocou uma onda de alertas de tsunami em diversos países banhados pelo Oceano Pacífico, incluindo Japão, Estados Unidos, México, Equador, Peru, Chile e nações da América Central. Como medida preventiva, autoridades locais evacuaram áreas costeiras e acionaram protocolos de emergência.
Ondas de tsunami foram registradas em várias regiões. Na Rússia, chegaram a até cinco metros de altura, causando danos materiais em áreas litorâneas. O Japão também confirmou a chegada de ondas, bem como os estados norte-americanos do Havaí e da Califórnia. No Havaí, o governo estadual evacuou algumas áreas da costa após ondas de até 1,74 metro atingirem a ilha. Mais tarde, as ordens de evacuação foram retiradas e as autoridades informaram que um grande tsunami não era mais esperado.
Apesar da força do terremoto e da propagação das ondas, até o momento não há registro de mortos ou feridos. Os países atingidos contabilizam prejuízos materiais e monitoram a situação em tempo real.
O tremor foi sentido com intensidade em Petropavlovsk-Kamtchatski, cidade russa próxima ao epicentro. O brasileiro Egor Afanassiev, guia turístico que vive na região há trinta anos, relatou que “por volta das 8h25 (horário local), houve um estrondo e tudo passou a balançar violentamente por cerca de três minutos”.
As autoridades seguem em alerta diante da possibilidade de réplicas e continuam avaliando os impactos causados pelo terremoto e pelos tsunamis. Com g1









