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Uma linha de transmissão de energia em Rosana, no extremo oeste paulista, foi objeto de um teste inédito no Brasil: aumentar a quantidade de energia transportada sem construir novas torres nem trocar os cabos existentes. A experiência foi feita em um trecho da linha Porto Primavera – Rosana, de 138 quilovolts (kV), nível de alta tensão (AT) e uma das mais exigidas da região, e agora terá o desempenho avaliado.
Durante os próximos meses, técnicos vão avaliar o comportamento dos cabos durante a aplicação do projeto. A ideia é comparar o comportamento da linha antes e depois da aplicação da tecnologia.
“Nós estamos monitorando continuamente essas variáveis, porque da temperatura do cabo depende quanta energia podemos ou não escoar. Este é um momento muito bom para fazer as medições e comparar como estava antes e como está agora”, afirmou ao g1Dayron Urrego, diretor-executivo de Projetos da ISA Energia Brasil.
O teste em Rosana tenta responder a um problema recorrente do sistema elétrico: o crescimento da demanda por energia em regiões onde ampliar a infraestrutura é caro, demorado ou ambientalmente restrito. Com mais indústrias, expansão urbana e aumento do consumo, muitas linhas passam a operar próximas do limite técnico.
“Com o passar do tempo, a demanda aumenta, mas a linha continua sendo a mesma. A solução lógica seria construir outra linha, mas isso nem sempre pode ser feito, além de levar tempo. Então precisamos pensar em soluções que consigam manter a mesma linha e aumentar a capacidade de escoar energia”, explicou Urrego.
A escolha de Rosana levou em conta justamente esse cenário. A linha Porto Primavera – Rosana opera com alto carregamento, o que permite avaliar se a tecnologia consegue ampliar a capacidade em uma situação próxima da realidade do sistema. G1/Prudente
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