/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/q/M/RgFydnQcS5seR92rS1Qw/anirudh-djo3injpaoe-unsplash.jpg)
Um tratamento experimental de edição genética apresentou resultados promissores no combate ao colesterol alto e pode representar um avanço inédito na prevenção de doenças cardíacas. Em estudo preliminar publicado no The New England Journal of Medicine, cientistas relataram que uma única infusão reduziu em até 62% os níveis de colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”.
O teste envolveu 35 pacientes com colesterol geneticamente elevado ou histórico de doenças cardiovasculares. Segundo os pesquisadores, a redução foi mantida por pelo menos 18 meses em parte dos participantes.
A terapia atua diretamente no gene PCSK9, responsável pela produção de uma proteína ligada ao aumento do colesterol. Utilizando tecnologia de edição genética, os cientistas conseguem “desligar” esse gene no fígado, fazendo com que o organismo elimine mais colesterol da corrente sanguínea.
O estudo foi liderado por Sekar Kathiresan, da Verve Therapeutics, atualmente ligada à Eli Lilly. Apesar do entusiasmo, especialistas alertam que ainda são necessários estudos maiores e mais tempo de acompanhamento para confirmar a segurança do tratamento.
As doenças cardiovasculares seguem entre as principais causas de morte no mundo, e muitos pacientes abandonam medicamentos tradicionais para controle do colesterol, como as estatinas. A expectativa dos pesquisadores é que, no futuro, a terapia genética possa se tornar uma alternativa definitiva e acessível para prevenir infartos e AVCs. Informações do O Globo















