Milhares de pessoas nos EUA processam a empresa alemã Bayer alegando ter desenvolvido câncer após o uso do herbicida Roundup, à base de glifosato. A subsidiária Monsanto anunciou um acordo de até US$ 7,25 bilhões para encerrar dezenas de milhares de ações judiciais atuais e futuras, sem admitir culpa.
O anúncio fez as ações da Bayer caírem até 12%, em meio a dúvidas sobre a adesão mínima necessária e a aprovação judicial. Analistas avaliam o acordo como um passo positivo, mas destacam incertezas, incluindo uma decisão pendente da Suprema Corte dos EUA, que analisará se a aprovação do produto pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) impede processos estaduais por falta de alerta sobre risco de câncer.
Os autores afirmam ter desenvolvido principalmente linfoma não Hodgkin após exposição ao produto. O acordo prevê indenizações variáveis, que podem chegar a US$ 198 mil ou mais, conforme idade, tipo de uso e gravidade da doença. A Bayer já enfrentou cerca de 200 mil processos relacionados ao Roundup e pagou aproximadamente US$ 10 bilhões em acordos anteriores. O novo pacto busca resolver a maioria dos cerca de 65 mil casos ainda pendentes e eventuais novas ações nos próximos 21 anos.
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