O recém-nomeado primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciou neste domingo (12) a formação de um novo governo, em meio à instabilidade política e à pressão por um orçamento que devolva confiança a investidores e empresas.
O gabinete reúne nomes conhecidos de gestões anteriores, aliados centristas do presidente Emmanuel Macron, além de conservadores e figuras fora da política tradicional. No entanto, a nova equipe já enfrenta resistência: o partido conservador Republicano expulsou seis membros que aceitaram cargos no governo.
Sem maioria no Parlamento e com a oposição fortalecida — da extrema direita de Marine Le Pen e da esquerda da França Insubmissa —, Macron e Lecornu precisarão negociar para evitar um voto de desconfiança.
Entre as novas nomeações estão Catherine Vautrin na Defesa, Laurent Nunez no Interior e Roland Lescure nas Finanças. O chanceler Jean-Noel Barrot permanece no cargo e viaja com Macron ao Egito nesta segunda-feira (13) para a cerimônia internacional que celebra o cessar-fogo em Gaza.
Lecornu, quarto premiê francês em um ano, tenta estabilizar um governo marcado por protestos e divisões dentro da própria coalizão.
















