A segunda edição da pesquisa “Nanoempreendedora em Foco: Identidade e o Paradoxo da Autonomia”, lançada em março pelo Instituto Consulado da Mulher em parceria com a ENGIE Brasil e a Be.Labs, revela o perfil e os desafios das nanoempreendedoras no país — mulheres que comandam negócios com faturamento anual de até R$ 40,5 mil.
O levantamento mostra que 71% dessas empreendedoras são negras e a maioria tem entre 30 e 49 anos, conciliando o trabalho com o cuidado de filhos e familiares. Apesar de quase 40% terem ensino superior ou pós-graduação, muitas enfrentam barreiras que dificultam a ascensão econômica.
Para 75%, empreender surgiu por necessidade, sendo a principal fonte de renda em quase metade dos lares. Ainda assim, 78% faturam até R$ 3 mil por mês, mesmo com negócios ativos há anos. A busca por flexibilidade faz com que cerca de 60% não considerem voltar ao regime CLT, apesar das longas jornadas, que podem chegar a 12 horas diárias.
A sobrecarga impacta diretamente a saúde: 59% relatam esgotamento, além de ansiedade e estresse. Dores físicas também são comuns, especialmente em regiões como coluna e membros.
Quase metade das empreendedoras ainda não é formalizada, principalmente por falta de recursos ou insegurança financeira, o que as deixa sem acesso a direitos básicos. Por outro lado, redes de apoio e capacitação têm papel importante, com 70% das participantes relatando aumento de renda após programas de formação. Informação da IE
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