O Brasil ainda registra números preocupantes de mortalidade materna. Em 2024, foram contabilizadas 1.347 mortes de mulheres durante a gestação ou até 42 dias após o parto, o equivalente a 56,4 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM-Datasus). A meta nacional é reduzir esse índice para 30 mortes por 100 mil nascidos vivos até 2030.
Especialistas alertam que a maioria dessas mortes poderia ser evitada com pré-natal adequado, diagnóstico precoce e assistência de qualidade durante e após a gravidez. As principais causas de morte materna no país são síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções puerperais e complicações relacionadas ao aborto.
A chefe da Unidade da Saúde da Mulher da Maternidade Escola da UFRJ, Maria Isabel Peixoto, destaca que um pré-natal bem feito aumenta as chances de um parto seguro e reduz riscos para mãe e bebê. Já a ginecologista Inessa Bonomi reforça a importância do acompanhamento no pós-parto, período em que muitas complicações podem surgir e acabar negligenciadas.
O governo federal lançou em 2024 a Rede Alyne, programa que busca reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027 e ampliar o atendimento humanizado às gestantes, especialmente mulheres negras, que enfrentam índices mais elevados de mortalidade no país. Informações da Agência Brasil















