Falta de consciência de classe e falta de senso crítico impulsionam movimentos que vão contra o próprio povo. Precisamos, mais do que nunca, nos voltar para a educação. É uma política de longo prazo, mas a única possível”A esquerdalha é um câncer maligno em todo o mundo. Viva Elon Musk. Deus está com você.”
Li esse comentário em um post sobre a taxação dos super-ricos e me chamou muito a atenção. Entrei nas redes da pessoa que fez o comentário e, não surpreendentemente, ela não é rica e tampouco super-rica. É de baixa renda e trabalhadora, como a esmagadora maioria dos brasileiros.
Chegamos em um ponto em que o povo vai contra políticas pensadas em seu benefício, em que pessoas defendem com unhas e dentes aqueles que claramente não se importam com eles. Ou seja, o próprio povo promove a manutenção do sistema que o oprime.
Uma dose de consciência de classe poderia otimizaria o desenvolvimento do país, mas cidadãos que tiveram algum tipo de mobilidade e ganham 8 ou 10 mil reais simplesmente se comportam como super-ricos. Para além da falta de consciência de classe, há muita dificuldade com interpretação textual e falta de senso crítico.
Temo que exista um limite sobre o quanto a comunicação do governo pode ser eficiente, pois o objetivo sempre vai esbarrar na problemática descrita acima. A solução é um trabalho de longo prazo. Precisamos recorrer à famigerada educação. DW







